"A guerra é apenas a metade da coisa,
uma vez que deve ser considerada como parte do todo,
e o todo é a política".
(...)
"A guerra é continuação das relações políticas,
uma realização destas por outros meios".
Carl von Clausewitz,
Da Guerra (1832-1834).
A seguir, o discurso feito de improviso pelo General de Exército AUGUSTO HELENO, no dia 30 de março de 2010, em solenidade militar realizada no Quartel General do Exército, Brasília-DF.
"Gostaria de aproveitar o momento e a data* para reverenciar os companheiros que ajudaram a derrotar a luta armada e impediram que o Brasil seguisse o exemplo que vemos atualmente em Cuba, na Coréia do Norte, em Angola, na Albânia e na ex-União Soviética.
Hoje, fora do contexto, é fácil falar sobre excessos na luta contra a subversão. Como deveriam então ter agido as forças legais? Não coincidentemente, a guerra subversiva na Colômbia começou à mesma época da que aqui eclodiu. Quando surgiram os primeiros focos da guerrilha, o Estado colombiano vacilou em tomar decisões duras. O resultado são mais de 40 anos de guerra civil, quase 50.000 mortos, praticamente 200 vezes mais do que aqui.
Saibam os que condenam as Forças Armadas brasileiras, muitos deles ex-terroristas hoje ocupando altos postos da República, os quais jamais defenderam ideais democráticos, que a paz sempre cobra um preço. No Brasil, a nossa PAZ é um legado daqueles que cumpriram sua missão e não fugiram ao dever, nem à luta."
* A data a que General HELENO se refere é 31 de março, aniversário de 46 anos da contra-revolução militar que instituiu um regime político que durou 21 anos (1964-1985).