Prólogo
29 Escrevi o vigésimo nono capítulo do Livro de Atos relatando como o entendimento - afinal - e a aceitação de Jesus homem como o Cristo Santo - filho de Deus e sua encarnação na Terra - transformou a minha vida.
2 Tudo pela ação de um anjo do Senhor e batismo com o Espírito Santo, muito depois daqueles dias e quarenta anos após o tempo secular devido, por obra e graça do Senhor.
O entendimento* e a aceitação
(*CAVALCANTI, Robinson. Cristianismo e Política. Viçosa: Ultimato, 2002. 288 p.)
(*CAVALCANTI, Robinson. Cristianismo e Política. Viçosa: Ultimato, 2002. 288 p.)
3 Deus governa o universo de modo absoluto e, pela ordem da criação, não deveria haver na terra desigualdades e ódio, mas harmonia e justiça. A queda do homem transformou a ordem da criação.
4 Almejando a restauração, Deus elege e o Israel dos hebreus aceita ser exemplo de bênçãos para todos os povos e nações da terra, regido por um conjunto revelado de normas.
5 O conteúdo ético e humanitário das normas se choca com uma mentalidade sob forte influência dos povos vizinhos, politeístas e idólatras. Eram princípios avançados, considerados pesados ou de impossível cumprimento em sua plenitude.
6 A história de Israel (como até hoje), com seus altos e baixos, suas grandezas e suas misérias, suas virtudes e seus pecados, mostra a existência de algo do qual não se pode fugir: a natureza humana.
7 Assim, Deus nos envia a Jesus, divindade em forma humana, suprema revelação, a mensagem de que é possível nascer, viver e, se necessário, sacrificar-se e até morrer sem afastar-se da Palavra, em sua plenitude. Cristo é o exemplo de salvação para a vida eterna.
9 A história é um intervalo de tempo entre a ordem de criação (Éden) e a ordem da restauração (o retorno de Cristo). Deus é o Senhor da História e os homens seus colaboradores.
O contexto de vida
10 Meu pai, José Honorio (1913-1985) era jornalista, poeta, boêmio e um bom amigo dos amigos;
11 Minha mãe, Adélia (1926-1999), sua antiga secretária, era uma santa mulher, funcionária pública da merenda escolar, mãe dedicada e uma boa amiga das amigas;
12 Após perderem a filha, Ana Maria, aos 15 anos de idade, em tragédia na qual a força da natureza sepultou seu corpo e perpetuou o luto, minha mãe se tornou evangélica, presbiteriana, e o meu pai espírita, umbandista.
13 Morávamos no Rio de Janeiro, uma família destroçada pela dor, da qual afastou-se o pai por incompatibilidade de crenças e estilo de vida próprio.
14 Eram os anos 60, tinha eu então sete e meu irmão, Francisco, três anos de idade; havia ainda a Joana Fomm, atriz, filha do primeiro casamento do meu pai, que não morava conosco.
O espírito de Jezabel
15 Lembro-me dos passes ritualísticos com meu pai, da escola dominical com minha mãe e da inquietação que nada supria uma ansiedade da alma, nos dois cenários naquela época.
16 A carreira militar para o menino e adolescente rebelde rendeu estabilidade, mas expôs sua alma infantil às agruras e devaneios deste mundo, que jaz no maligno.
17 Uma busca por saciar o vazio da alma continuou nos esportes, nas paixões carnais, nas alucinações, nos cursos de natureza especial e numa dedicação profissional extremada, dando margem ao espírito de Jezabel entrar na sua vida.
18 Essa ânsia resultou em algum sucesso pessoal. Porém, à custa de duas outras famílias destroçadas e de mais algumas almas infantis sem referencial paterno.
O desafio
19 No auge de uma busca insensata, com força baseada na carne, com espírito vazio, o menino alucinado desafiou o próprio Diabo, que, sem dúvida, riu.
20 Um principado, assim, com pele de cordeiro, infiltrando-se na sua vida, enganou, prendeu, progrediu, destruiu e quase matou o menino ainda rebelde.
21 A batalha espiritual foi inconsciente e travada em outra dimensão, por certo pela força das orações maternas ao filho querido, sem dúvida o fator que lhe salvou a vida.
O encontro com Jesus
22 O menino-homem de alma vazia, porém, sempre teve bom coração. Sua busca passara a ser ajudando as pessoas e dando atenção ao próximo, no que seu trabalho público lhe facultava.
23 E assim, ao ajudar aquela que veio a ser a sua esposa em uma só carne, o menino rebelde, por intermédio desse anjo do Senhor, aceitou ser o sacrifício de Jesus o meio do seu perdão de Deus.
24 E houve grande transformação na vida daquele menino, que cresceu, amadureceu, quebrantou seu coração e tornou-se um homem de verdade.
25 A busca passou a ser, então, pelo conhecimento da Palavra do Senhor, com transformação em nova criatura segundo o caráter de Jesus Cristo.
26 O Espírito Santo do Senhor passou, assim, a orientar todas as ações desse novo homem de Deus, no resgate de sua vida e, por ele, das vidas que criou.
27 Graças a Deus! Amém.