Brasília - Distrito Federal - Brasil

A Capital do Mundo no Terceiro Milênio

segunda-feira, 2 de abril de 2012

DOR DE RECORDAR - JOSÉ HONORIO DE ALMEIDA

Lembras, querida, da janela amiga
Que conosco sonhou nos tempos idos
Em que eu murmuramente em teus ouvidos
Cantei do amor a clássica cantiga?

Ontem, dia ao romper, passos perdidos,
Na solidão da dor que me castiga,
Eu quiz rever os nossos bens queridos,
Eu fui rever essa janela antiga...

E então, tudo lembrando de repente,
Alma em preces e lágrimas desfeita,
Puz-me a fitá-la comovidamente...

Uma gota de orvalho resvalava...
- E eu tive a ideia nítida, perfeita,
Que era a própria janela que chorava!

Campos, setembro de 1932.

JOSÉ HONORIO DE ALMEIDA


Um presente especial para JULIA ALMEIDA,
Pelo seu aniversário de 16 anos.
Essa poesia, do seu avô, era repetida sempre por
ADÉLIA AMARES, sua avó.
Parece que foi muito apaixonada,
Em época de amor sincero e profundo.

Um beijo carinhoso e a bênção do seu pai,

AUGUSTO HONORIO