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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

ANDREZA, ITALO, JULIA e ARTHUR ALMEIDA (PESSOAL E PÚBLICO)


Brasília-DF, 26 de maio de 2010.

ANDREZA (em tempo), ITALO, JULIA e ARTHUR ALMEIDA
Rio de Janeiro-RJ e Goianésia-GO

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.”
(Salmos 139.23-24)

Queridos filhos e filhas,

Espero transmitir a vocês nessa carta uma mensagem sobre amor e decisão. Principalmente porque às vezes, ao final das contas, as coisas nem sempre saem como planejamos, mesmo que tenhamos tido a melhor das intenções, e a certeza de ter adotado a decisão adequada. Afinal somos humanos imperfeitos.

Uma frustração, porém, quando acontece, não deve ser motivo para nos afastar de nossas convicções, ou seja, daquilo que acreditamos ser verdade. Afinal, será sempre melhor ter decidido sobre algo, por pior que sejam os resultados, do que ficar numa eterna dúvida sobre qual teria sido o melhor caminho a seguir.

A indecisão é – e sempre será – a pior decisão! A indecisão pode significar, até mesmo, uma fraqueza moral ou, pior do que isso, uma omissão diante de problemas. Portanto, decidir com convicção será sempre o melhor caminho.

O outro conceito muito importante para ter sempre em mente diz respeito ao amor. Amor não é apenas um sentimento ou uma emoção, que simplesmente nasce ou deixa de nascer em nosso coração.

Amor, no sentido bíblico da palavra, é uma ação concreta para o bem do próximo, movida pela razão. Amor é o que se faz, com o propósito do bem, independente do que se sente. O amor, enfim, é uma atitude consciente de nossa parte, pela força de nossa vontade e do nosso caráter.

Deus, o Rei dos reis, o Deus de Israel, o Deus dos judeus e de nós todos, os gentios, amou o mundo de tal forma que mandou seu único Filho como mediador para toda a Terra. A decisão de Deus fez Jesus padecer, mas Ele cumpriu a missão: transmitiu a mensagem do Evangelho e deixou o Espírito Santo entre nós, para nos consolar e mostrar o caminho eterno.

Se pensarem que os esqueci, estão redondamente enganados. Esperei muito uma decisão da Justiça, que afinal não veio no tempo adequado. Quando as coisas não saem como imaginamos, temos que ter a capacidade de nos adaptar à nova situação. Foi o que fiz com a benção do Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

O amor que tenho por vocês foi o objeto de todas as minhas ações, dos meus sacrifícios e do meu empenho, sempre no sentido de melhorar nossa qualidade de vida e proporcionar melhores condições básicas à uma família. Ou melhor, para nossa “república” que, por motivos alheios a nossa vontade, acabou não prosseguindo. Afinal, o meu amor culminou no sacrifício de todos, contando com o injusto respaldo da Justiça, em face de uma situação insustentável à época.

Não me arrependo pela decisão firme, porque a intenção foi positiva, para o bem de todos, com muito amor. Apenas peço perdão pelos contratempos gerados, e lembro de que é na adversidade que crescemos, melhorando a nossa humanidade.

Um beijo no coração, de coração,

AUGUSTO HONORIO.
 Brasília-DF
P.S: ganhei um "baixolão"! Falta aprender a tocar.
Aram Bedrosian: espero que gostem do vídeo.