Brasília-DF, 26 de maio de 2010.
ANDREZA (em tempo),
ITALO, JULIA e ARTHUR ALMEIDA
Rio
de Janeiro-RJ e Goianésia-GO
“Sonda-me,
ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se
há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.”
(Salmos 139.23-24)
Queridos filhos e filhas,
Espero transmitir a vocês nessa
carta uma mensagem sobre amor e decisão. Principalmente porque às vezes,
ao final das contas, as coisas nem sempre saem como planejamos, mesmo que
tenhamos tido a melhor das intenções, e a certeza de ter adotado a decisão
adequada. Afinal somos humanos imperfeitos.
Uma frustração, porém, quando
acontece, não deve ser motivo para nos afastar de nossas convicções, ou seja,
daquilo que acreditamos ser verdade. Afinal, será sempre melhor ter decidido
sobre algo, por pior que sejam os resultados, do que ficar numa eterna dúvida
sobre qual teria sido o melhor caminho a seguir.
A indecisão é – e sempre será – a
pior decisão! A indecisão pode significar, até mesmo, uma fraqueza
moral ou, pior do que isso, uma omissão diante de problemas. Portanto, decidir
com convicção será sempre o melhor caminho.
O outro conceito muito importante
para ter sempre em mente diz respeito ao amor. Amor não é apenas um
sentimento ou uma emoção, que simplesmente nasce ou deixa de nascer em nosso
coração.
Amor, no sentido bíblico da palavra,
é uma ação concreta para o bem do próximo, movida pela razão. Amor
é o que se faz, com o propósito do bem, independente do que se sente. O
amor, enfim, é uma atitude consciente de nossa parte, pela força de nossa
vontade e do nosso caráter.
Deus, o Rei dos reis, o Deus de
Israel, o Deus dos judeus e de nós todos, os gentios, amou o mundo de tal forma
que mandou seu único Filho como mediador para toda a Terra. A decisão de Deus fez
Jesus padecer, mas Ele cumpriu a missão: transmitiu a mensagem do Evangelho e deixou
o Espírito Santo entre nós, para nos consolar e mostrar o caminho eterno.
Se pensarem que os esqueci, estão
redondamente enganados. Esperei muito uma decisão da Justiça, que afinal
não veio no tempo adequado. Quando as coisas não saem como imaginamos, temos
que ter a capacidade de nos adaptar à nova situação. Foi o que fiz com a benção
do Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
O amor que tenho por vocês
foi o objeto de todas as minhas ações, dos meus sacrifícios e do meu empenho, sempre
no sentido de melhorar nossa qualidade de vida e proporcionar melhores
condições básicas à uma família. Ou melhor, para nossa “república” que,
por motivos alheios a nossa vontade, acabou não prosseguindo. Afinal, o meu amor
culminou no sacrifício de todos, contando com o injusto respaldo da Justiça, em
face de uma situação insustentável à época.
Não me arrependo pela decisão
firme, porque a intenção foi positiva, para o bem de todos, com muito amor.
Apenas peço perdão pelos contratempos gerados, e lembro de que é na adversidade
que crescemos, melhorando a nossa humanidade.
Um beijo
no coração, de coração,
AUGUSTO HONORIO.
Brasília-DF
P.S: ganhei um "baixolão"! Falta aprender a tocar.
Aram Bedrosian: espero que gostem do vídeo.